L’Énorme Degustation des crus du soleil

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28 de março de 2015 – Cave Les Crus du Soleil – Paris

Ventava muito, no sul de Paris, e sob a tenda vários vignerons dos quais ressaltamos os seguintes:

Padié, mais uma vez encontramos com o Jean-Philippe e discutimos como está andando nossa abertura no Brasil. Ele nos apóia desde o inicio. Apresentamos os vinhos dele para amigos brasileiros e franceses com ótima recepção: Tourbillon de la Vie blanc, Fleur de cailloux blanc, Petit Taureau, Ciel Liquide, Milouise e o quase-rosé Exaybachay (que é um belo rosé “branco de tintas” com estrutura e complexidade para acompanhar belas refeições e que nunca havíamos compreendido o nome, e o Jean-Philippe explicou: é o nome do personagem Nobody no filme de 1995 do Jim Jarmusch “Dead man” com Johnny Depp e trilha sonora do Neil Young)…

Domaine Olivier Pithon – uma conversa boa suportada pela re-prova dos Mon P’tit Pithon tinto e branco, o Laïs branco e tinto, e o Pilou. Demos continuidade às nossas conversas de levar seus vinhos para o Brasil.

Gavin Crisfield, Domínio La Traversée, a historia desse irlandês que ja viajou o mundo trabalhando com vinho e decidiu de se instalar no Larzac e criar seus vinhos de uma forma muito especial, são usados “ovos” de concreto e barricas de carvalho na maturação o que resultam vinhos bem complexos, minerais mas com a presença clara das variedades utilizadas. O Cinsault tinto, é uma obra pura onde podemos apreciar essa variedade com todas suas características. Já o Traversée é o vinho mais complexo, de guarda, de futuro ! Conversamos sobre as possibilidades do Brasil… interessa, é claro para alguém tão multicultural !

Delphine Rousseau – Domínio do Pas d’Escalette. Interessante e alegre conversa com Delphine começando pelo Clapas branco, depois pelos Les Petits Pas “os pequenos passos” passando  para o Claspas tinto e finalmente ao Le Grand Pas ( “o grande passo”).

Olivier Jullian – Mas Jullien. Uma grande discussão em torno dos selos de certificação, das denominações, da imagem do vinho natural e a realidade histórica dos vignerons franceses. E é claro que provamos seus ótimos tintos Les derniers états d’âme “os últimos estados da alma”, o Mas Jullien e também o Mas Jullien branco. Vinhos de uma complexidade ímpar.

De tanto provarmos os vinhos e falarmos com os vignerons, esquecemos de comer, de almoçar e mesmo de provar umas ostras… a cozinha fechou e depois de quatro horas de degustação voltamos para casa mortos de fome !! Mas com o espírito satisfeito com esses belos vinhos e vignerons.