DESTAQUES do MÊS de Dezembro – ESPUMANTES

DESTAQUES do MÊS – ESPUMANTES
Champagnes e Espumantes para as FESTAS que estão chegando !!!!

Festejar, com bolhas, com vida, com complexidade e leveza, com beleza…. estes pontos nos motivaram a buscar uma seleção de espumantes e champagnes para todos os momentos. 

Pleasure without champagne is purely artificial” Oscar Wilde….. why not?

Trazemos três Champagnes do Laherte Frères, considerado um dos 15 melhores produtores de champagne: 

Extra Brut Ultradition –  um vinho extremamente refinado, complexo que realmente traz o terroir bem tratado de Chavot para a taça. Pinot Noir, Chardonnay, e Pinot Meunier

Rosé de Meunier – de uma fineza ímpar com a profundidade do Pinot Meunier mas com o frescor do terroir (solo, clima, cultivo e vinhateiro ), rosê sem preconceitos

Blanc de Blancs Nature – nossa paixão e preferência ! Chardonnay, não dosado, super vivo, equilibrado, que implora frutos do mar, ostras, crustáceos, ovas de esturjão ou não, e um peixe ou cru ou em ceviche.

E para abrir o leque completamente, dois “petnats” (Espumantes naturais) feitos por vignerons que têm tudo a ver com a Garrafa Livre: alegres, engraçados e descontraídos , sem perder a seriedade com que fazem seu trabalho! Ambos sem SO2 adicionado, ambos deliciosos em todas as situações. Estes dois têm recebido uma atenção especial de restaurantes gastronômicos no Brasil, vale provar.

Presqu’ambulles 15, do Causse Marines, no Gaillac, sudoeste francês, 100% Mauzac. A tradução e o trocadilho do nome…. significa quase em bolhas… ou…. preâmbulo… viva o aperitivo e as entradas !!!!

Super Modeste 16, do Sulauze, na Provença, feito com Vermentino e Ugni blanc. Modesto só no nome, mas um vinho generoso, vivo e fresco, feito para compartilhar e festejar !

Destaque do Mês – Novembro 2017

Destaque do Mês – Novembro 2017 – ALEGRIA Rouge 2016

Final de ano chegando:  VINHO NOVO …. ALEGRIA Rouge 2016, do Domínio Vallat d’Ezort no Gard/Languedoc é o destaque do mês de novembro ! Muita Alegria 2016 neste mês de novembro, leve, vivo, frutas e mais frutas…. uva 100% Cinsault.

Cinsault é uma casta que não encontramos muito frequentemente em monovarietais pela dificuldade em trazer delicadeza e complexidade. O desafio do Frederic Martin é de manter uma bela acidez que estrutura o vinho e permite todas as frutas vermelhas se exprimirem….

Aproveite para ver os dois vídeos sobre os Vallat D’Ezort e conhecer mais deste pequeno vinhateiro francês: Vallat D’Ezort com Frederic e Manuela Martin e Degustando os vinhos do Vallat

Roses mitos e fatos…

Sempre achei que o rosê é um belo vinho para um pais de gastronomia variada e temperatura alta como é o caso do Brasil, mas isso era minha visão pessoal…. Para colocá-la à prova decidi começar a levar mais rótulos de vinhos rosê…

Muita gente no Brasil (e no resto do mundo) tem seus preconceitos com os vinhos rosês, que em português eu chamaria de vinhos rosa, mas isso é outra história… e esse preconceito pode vir de varias fontes: mito que o vinho rosê é a mistura de vinho tinto com branco, mito que todo rosê não tem qualidade, mito que todo rosê é doce, mito que todo rosê é feito rapidamente – logo sem complexidade, mito que os vinhos rosês são feitos em grande volume, mito que os vinhos rosês servem apenas para beira de piscina, mito que os vinhos rosês não acompanham refeições, sentimento que o vinho rosê deveria ser mais barato….

Não vou entrar na argumentação escrita, nem semântica, nem filosofia, nem enológica….

Proponho uma prova infalível e factual: degustar a nossa seleção de rosês naturais franceses de variados produtores, variadas uvas, variados métodos, várias regiões…

1. Alegria Rosé 2016 – Domaine Vallat D’Ezort – Gard/Languedoc
2. Vin Gris 2016 – Domaine La Colombière – Fronton/Sudoeste
3. Rosé de Meunier N.S. – Champagne Laherte Frères – Champagne
4. Calice 2016 – Domaine Jean-Philippe Padié – Calce/Roussillon – é um tinto, mas no Brasil é visto como rosé ! sei lá… eu vendo como tinto e os clientes compram como rosê…

 

Depois disso acho interessante quem beber, postar no Instagram  – nos tagando @garrafalivre #rosedagarrafa – com as suas visões !

E rapidamente as visões serão compartilhadas…

Encontros pela Garrafa

Mudar completamente as relações de negócios, tornando-as mais humanas, apoiando-se na confiança mútua para superar barreiras… parece papo de livro de auto-ajuda….

Mas, não é… é a realidade da Garrafa Livre: hoje temos relações de confiança mútua e de amizade com a maior parte de nossos fornecedores. Que facilita quando há uma burocracia a mais, um numero errado aqui, um pagamento que não caiu, um novo vinho…. Tudo isso foi criado pacientemente, dando espaço para a confiança nascer, dando espaço para as afinidades se apresentarem, cultivando a empatia…

Outro dia fiquei pensando como eu cheguei (nós chegamos) a nos encontrar? Como é possível encontrar tantas pessoas humanamente especiais? Como é possível ser acolhido nas casas deles e acolhê-los em casa como amigos de longa data?

Existem vinhos ótimos de qualidade, feitos por pessoas que não querem nenhuma relação além do negócio….

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Encontros…. encontrar gente especial, foi um objetivo de partida da Garrafa Livre…. a sensibilidade AAA – agrícola, artística, artesanal dos vinhateiros conta muito, ou seja, eles nos escolheram também, e ser escolhido e apoiado por eles é fator de alegria.

E o legal é que isso acontece com os clientes que vão se tornando amigos, os colegas importadores, os restauradores… enfim….

DESTAQUE do MÊS – Setembro 17

Primavera está chegando:  Brain de Folie, do Domínio do Mortier no Vale do Loire é o destaque do mês de setembro ! Tomar este vinho que é como beliscar uma cesta de frutas para celebrar a chegada próxima das flores…..

Um de nossos vinhos de base, sem com isso perder qualidade gustativa, emoção e intensidade no provar. A maceração carbônica de 14 dias, remodela a uva Cabernet Franc e a ausência de marca de madeira no aroma e no paladar criam um vinho impossível de beber apenas uma garrafa.

Brain de Folie, quer dizer em francês uma toque de maluquice… Grain de Folie + um trocadilho (como sempre) com Brain = ramo… Maluquice beleza…. da que faz aproveitar mais e mais a vida….

Este destaque vem junto com uma notícia ruim, que para quem nos acompanha, já sabe…. no novo contêiner não tem Brain de Folie, pois as vinhas queimaram com a geada…. e no lugar traremos um vinho de apoio ao Domínio do Mortier, a P’Tite Vadrouille feito nos mesmos moldes mas com uvas de amigos, de outras regiões da França…. mas isso é outro assunto….

Agora sim, os novos VINHOS da Garrafa Livre

Os NOVOS VINHOS são 27 novas referências ! 10 novas safras de vinhos que já importamos. seis novos produtores. Mantendo a qualidade de nossa seleção ampliamos o número de produtores, de regiões, de referências por produtor e reduzimos os volumes importados… 

Os SEIS novos vinhateiros, e os VINHOS que estão no navio chegando no Brasil de cada um deles:

Patrice Hugues-Béguet um vinhateiro jazzy “na playlist” ou “na fita”, dependendo da sua idade! 4 hectares no Jura, mais uma exclusividade da Garrafa. Pequena produção e  poucas pessoas o distribuem mas encontramos seus vinhos em Paris, Tokyo, NYC e em breve São Paulo! Um trabalho minucioso em tintos e brancos. Surpresa total.
– Ploussard 2016 – tinto
– So True 2016 – tinto
– Orange was the color of her dress 2016 – branco/laranja

Thierry Germain, reconhecido pela qualidade do trabalho, perfeição dos vinhos e pessoa de uma humanidade ímpar… Saumur-Champigny em grande estilo: fineza, complexidade, e presença ! Muitas coincidências da vida me fizeram encontrar Thierry Germain… um grande amigo tem uma propriedade familiar na frente do Domínio des Roches Neuves… de Thierry, e me apresentou aos seus vinhos há muito tempo, seleção feita antes da Garrafa Livre nascer !
– Les Roches 2016 – tinto
– L’Insolite 2016 – branco

Domínio Vallat d’Ezort, do Gard, uma descoberta nas Gargantas do Tarn, mais especificamente em Sainte-Enimie, pequeno e magnífico vilarejo ao norte dos Cévennes, num pequeno cavista com vinhos naturais da região…. à um calor de quase 40 graus… com amigos queridos, e há muito tempo… conhecemos alguns vinhos deste pequeno domínio em Sauvignargues feitos por Manuela e Frederic Martin…. trabalho de formiguinha recuperando vinhedos, ouvindo o que a terra, os tipos de uvas e as parcelas “falam”.
– Alegria Rouge 2016 – tinto
– Alegria Rosé 2016 – rosê
– Fantastica 2013 – tinto
– Estrella 2011 – tinto

Domínio Causse Marines… no Gaillac. Havia sido selecionado há mais de 3 anos… mas os caminhos da vida nos distanciaram e recentemente nos aproximaram! Queridos Patrice Lescarret e Virginie Maignien, uma explosão de felicidade ! Com seus trocadilhos , suas uvas autóctones, suas belezas interiores, os camundongos do site, e amigos, muitos amigos… uma propriedade linda e acolhedora e vinhos extremamente ricos em diversidade sem perderem a precisão … Ah Gaillac….
– Peyrouzelles 2016 – tinto
– Du Rat… de Paquerettes 2016 – tinto
– Zacmau 2015 – branco
– Greilles 2016 – branco
– Presqu’ambulles 2015 – espumante branco / PetNat

São Paulo, oops, Provença… Karina e Guillaume Lefèvre do Domínio de Sulauze, no sol da Provença, uma paulistana que faz vinho com um francês ! Vamos começar com o petnat (Petillant Naturel – espumante natural) … mas a parceria promete ! Muitas visões e amigos em comum. Um belo encontro, em casa de amigos, e indicado por muitos outros amigos.
– Super Modeste 2016 – espumante branco / PetNat

Champagne Laherte Frères…. “Champagne per brindare un incontro….” encontrar com Aurélien Laherte há quase três anos, considerado em 2017 como o 15o melhor produtor de Champagne no Guide des Meilleurs Vins de France – RVF “15ème meilleur domaine Champenois. Le domaine monte en puissance.” assegura que estamos no caminho certo. Passinho passinho sempre com muita qualidade.
– Extra Brut Ultradition – espumante branco
– Blanc des Blancs Nature – espumante branco
– Rosé de Meunier – espumante rosê

E nossos amigos vinhateiros já conhecidos, com belas novidades de cuvées e de safras….

Colombière
Vinum 2016 – tinto
Jacquaires 2016 – branco
Vin Gris 2016 – rosê
Jean-Philippe Padié
Calice 2016 – tinto
Fleur de Cailloux 2016 – branco
Le Pacha 2015 – tinto
Olivier Pithon
Cuvée Laïs Blanc 2015 – br
Cuvée Laïs Rouge 2015 – tto
P. Noir 2016 – tinto
P. Gris 2015 – branco
P. Blanc 2016 – branco
Riesling 2016 – branco
Gewurztraminer 2015 – branco

Pothiers
Réference 2016 – tinto
Domaine 2016 – tinto

Sénéchalière
La Bohème Large 2015 – branco
Folle Blanche 2016 – branco
Mortier
P’Tite Vadrouille 2016 – tinto
Pins 2015 – tinto
Dionysios 2015 – tinto

Estão no meio do Oceano Atlântico… em breve disponíveis no Brasil….

A Vindima 2017 terminou no Calce

Foram-se as colheitas / vindimas de 2017, e eu participei de três vinhateiros Face B (Géraldine e Séverin Barioz), Jean-Philippe Padié e Olivier Pithon, todos em Calce.

Primeiro foi o Muscat que atinge os 11 graus alcoólicos mais rápido que as outras uvas da região do Calce, para se fazer um vinho mais fino que os Muscats de Rivesaltes e da região, se colhe um pouco menos madura guardando com isso uma bela tensão e boa estrutura de açúcares. Depois foram os vinhos de entrada do Olivier Pithon: Ptit Pithon, que tem as uvas orgânicas fornecidas pelo Fernan, um senhor catalão muito simpático (para mim e comigo;-)) que produz uvas orgânicas, e apenas para o Olivier Pithon faz a colheita manual…. eu levei para a cantina várias toneladas de uvas Maccabeu e Grenache Noir…. Depois rolou intensamente e em paralelo Padié e Pithon… Maccabeu, Syrah, Grenache Blanc e Gris, Vermentino, Grenache Noir e Carignan para finalizar…

Foram 4 semanas trabalhando das 6:30 as 15:30 colhendo uvas, transportando baldes de uvas, guiando o caminhão com toneladas de uva do campo para a cantina, enchendo a prensa de 2ton , esvaziando a prensa, colocando uvas tintas nos tanques de concreto para macerar, desengarçando uvas tintas, fazendo decuvage dos tintos, provando todos os sucos é claro, discutindo analises e vinificações com o Olivier…. animaaaalllll mas é muito físico, o sol castiga apesar de que o amanhecer com o sol raiando no Mediterrâneo todos os dias é uma dádiva !!!!

Quanto à safra 2017, lindas parreiras sãs e bem carregadas de uvas sem problemas no geral, uma colheita melhor, muito melhor que a do ano passado, e qualitativamente também….
De uma maturidade precisa guardando uma bela acidez de fundo, promete !

Um caso à parte é o ambiente e a energia dos colhedores (vendangers) espanhóis, ingleses, italianos, catalães, franceses e franco-brasileiros em ação…. parece a Torre de Babel, falamos inglês, francês, italiano, espanhol tudo ao mesmo tempo….

Duas belas festas: 1) do vilarejo de Calce sábado 26/08, onde o prefeito Bruno Vaillant deixou claro que “Calce é Calce graças aos vinhateiros que estão instalados aqui”, depois um aperitivo oferecido pela prefeitura com vinhos de Matassa, Gauby, Padié, Pithon, La Nouvelle Dona, Domaine de l’Horizon etc … e depois, para nós os colhedores do Pithon e Padié fizemos a várias mãos no meu terraço: uma paella vegetariana/vegana, tortillas veganas e convencionais, cuscuz paulista vegano, tiramissu vegano, queijos, salada…. e vinho, muito vinho oferecido pelos vignerons… Tinha pouca água… Cada um trouxe algo de suas origens, que bela partilha !!!

 

e 2) de fim das colheitas 2017 Padié-Pithon sexta 1/09 colhemos uvas pela manhã em parcelas lindíssimas…. quando terminamos todos se abraçavam, emocionados que tínhamos terminado, vamos embora, muitas emoções. entramos nos caminhões e fomos buzinando pelas estracinhas rurais de Calce… musica no talo… chegamos à cantina e descemos dos caminhões dançando… lindo lindo…. depois fomos tomar um banho rápido para voltarmos para o almoço de final de colheita: mariscos e navalhas na plancha, burratas com tomates, e uma super paella vegana para 30 pessoas (feita por mim com ajuda:-))…., depois queijos e mais queijos…. e é claro que o Jean-Philippe Padié e o Olivier Pithon garantiram os vinhos…. :-) foi marcante ! lindo…

Merci Jean-Philippe Padié, Olivier Pithon, FaceB e todos os amigos que fizemos nesse longo, duro e lindo mês.

Mais um contêiner indo para o Brasil logo logo

Mais um contêiner indo para o Brasil logo logo….

Pothiers

Causse Marines

Colombière

Sulauze

Padié e Pithon

Thierry Germain

 

Sénéchalière

 

 

 

 

Não é fácil, mas estamos crescendo…. chegando agora em quase um contêiner refrigerado de 20″ cheio….  As outras fotos do Laherte, do Mortier, do Ginglinger, do Hugues-Beguet, do Vallat d’Ezort vão aparecer….

 

O que dá para perceber dessas fotos??? pequenos volumes de uma grande variedade de referências !!! Para aprender e conhecer sempre mais, é necessária a diversidade sem perder a qualidade.

DESTAQUE do MÊS – Agosto 17

DESTAQUE do MÊS – Agosto 17

O inverno não para, mais um vinho natural perfeito pro inverno brasileiro…. Violetta 2014
BLIBLI BLO BLO BLUBLU !!!! Empolgação pra falar desse vinho, feito pelo Mas Foulaquier na região do Languedoc e mais especificamente no Pic-St Loup. Montanha linda na garriga mediterrânea, um pouco antes dos Cévennes, que em breve vou subir !
Além dos aromas lógicos de violetas (pois ninguém colocaria esse nome se não os tivesse !), este vinho apresenta notas de frutas negras e azuis selvagens – tipo mirtilos, amoras negras, groselhas escuras, abrunho (uma ameixinha selvagem que nunca vi no Brasil)….à isso se somam notas de louro, sim tempera bastante a feijuca e o vinho, e de outros arbustos aromáticos mediterrâneos.
Com taninos sedosos, ou seja, descem redondo e não destroem a sensibilidade das papilas, é um vinho que acompanha belas refeições…. Eu adoro , pela simplicidade com que ele se apresenta e pela abertura de gostos e aromas que ele permite, ajudando a aprender mais sobre vinhos por si próprio e não dependendo de “mestres e magos renomados”….