Thierry Germain

País: França        Região : VALE DO LOIRE / SAUMUR-CHAMPIGNY

Thierry germain = Domaine des ROCHES NEUVES

O percurso pessoal de Thierry Germain, sua experiência, sua maturidade, suas visões de mundo se refletem nos seus vinhos, como esperado. Caminhando e evoluindo, como na analogia dele próprio; os passos, passinhos, passos largos, etc Thierry poetiza ainda mais seu trabalho e seus vinhos. Tradução Livre.

O líder da apelação Saumur-Champigny é também um dos maiores representantes do Vale do Loire. Formado na região do Bordeaux, um vinhateiro atípico que soube explorar de uma maneira não habitual o imenso potencial dos terroirs do Vale do Loire e da uva Cabernet Franc. Com uma gama de vinhos bastante completa e sem defeitos, se impõe como uma referência na França.

PAS DE DEUX

A biodinâmica não é um tipo de cultivo agrícola, é uma abertura ao mundo que só pode existir se toda a equipe se apropriar e se comprometer.

PASSINHO PASSINHO

Não ir contra a natureza, podar no sentido da circulação da seiva, no sentido dos passos do homem. Conduzir o broto que nasce sem sufocá-lo, para permitir sua respiração.

AR PURO !

Não cortar as pernas da vinha: não sangrar, não ferir, não estressar, para ganhar em maturidade.

Podando, relançamos a produção das folhas. Permitindo à parreira seguir seu ciclo, ela vai assim se voltar para seu fruto para alimentá-lo. Da mesma maneira, não cortar o mato em volta, deixando cada planta se desenvolver até as sementes, propaga-se a diversidade de plantas e de leveduras.

A mãe terra gera a vida. Esse cordão umbilical materno é o foco de toda atenção para que o vegetal projete enfim sua energia vital para o ar e para a luz.

dar o passo

Manipulação mínima e cuidadosa das uvas e dos cachos. Conservando pureza e concentrando a energia protegida pela película (casca ou epicarpo) das uvas.

AMADURECER a uva

O equilíbrio da planta e do solo permite uma colheita mais precoce. A maturidade é obtida antes da graduação alcoólica subir muito, preservando a mineralidade que se perderia com a super maturação. Essa “acidez madura” cria uma tensão positiva, bem diferente da que provém de um vegetal que foi estressado ao máximo.

Maturar o vinho

Mais uma vez, não tocar no vinho e escutar o que ele quer dizer. Encontrar para ele o invólucro ideal e sempre trabalhar para preservar a fruta. Para os brancos, tonel oval, mais alto que largo. Para os tintos, tonel redondo, como os do Vale do Loire, para encontrar a substância e as flores do centro da boca. Lembrar ao vinho de onde ele vem para não o chocar, deixá-lo confortável no seu elemento.

No vinhedo Na adega / cantina
Superfície total 16 ha Produtos externos além do SO2 Não
Rendimento médio 1300-3000 l/ha SO2 adicionado (mg/l) 0 a 20
Vindima manual Sim Vinhos por safra 10 a 17
Tipo de cultura Biodinâmica Vinhos sem adição de SO2 depende da safra

Thierry Germain – O GRANDE PASSO

Aos 23 anos, Thierry Germain chega no Vale do Loire, vindo da sua região natal, Bordeaux.
Choque térmico total! Levou vinte anos para que a amenidade da região de Angers o suavizasse. O rapaz impetuoso parou de se impor. Ele se acalmou, cresceu, até se tornar menor que o vegetal, ao qual ele se submete. Os olhos bem abertos e atentos sob o vento que determina o vinho.

http://www.rochesneuves.com/

CERTIFICAÇÕES ORGÂNICAS e SELOS

ab-france100212_EU_Organic_Logo_IsoClabel-demeter


Vinhos
tinto:
Les Roches
branco:
L’Insolite


Artigos sobre o vigneron: