Provas no Domaine La Colombière Abril 2017

Chegamos ao Fronton num dia duro: a geada da noite anterior impactou profundamente o vinhedo dos Cauvin, da Colombière matando plantas jovens e queimando os brotos que já estavam bem crescidos. Para eles que trabalham na recuperação de castas antigas perder vinhas plantadas é muito duro. Caminhar pelo vinhedo dava uma visão triste… tudo queimado.

O rosto do Philippe Cauvin era só desconsolo, dia do seu aniversário, triste, sem muita saída… safra comprometida.

O seguro, quando existe, não cobre intempéries…

Sem muito o que falar, fomos direto para a mesa almoçar… trutas – aspargos e vinhos da casa :-)))

Provamos várias cuvées de 2014, 2015 e 2016: Vin Gris 2016, Jacquaires 2016, Grand B 2015, Vinum 2015, Reserve 2015, Coste Rouge 2014, Bellouguet 2014, Colombulles 2016 e depois fomos provar nos tanques e barricas o que vem por ai no futuro.

 

Onde estão localizados nossos vinhateiros?

Vários amigos pediram para fazermos um mapa com a localização na França dos nossos vinhateiros…

Outros nos falaram, “- Vocês nao tem nada do Vale do Loire?” e nossa resposta “Temos três bem diferentes: Pothiers, Mortier e Sénechalière, é um rio longo o Loire”

Outros ainda, “- Vocês trabalham apenas com vinhos do Sul?” e nossa resposta: “- Não, temos vinhos do Loire e da Alsácia também !!”

Aì vai…. daqui a pouco tempo teremos que adicionar mais uns pontinhos :-))))

Ótima vindima 2016 na Colombière

Alô Brasil: tradução livre do email que recebi da Diane Cauvin , La Colombière, esta manhã de sábado 15 de Outubro 2016.

“Ufa ! …. depois de 1 mês de colheitas, chegamos ao final de nossas 16 parcelas e das nossas 9 castas. Não parece muita coisa, mas é um trabalho super longo e cansativo !

A qualidade este ano está no topo para nós, com um sol non-stop, 20 mm de chuva no início de setembro [nota 1 : o que é pouco e ótimo pré colheita], umas noites bastante frescas em setembro (9°C) e dias bem quentes (27°C) [nota 2 : o Fronton é perto de Toulouse…] que permitiram guardar o frescor e desenvolver a maturidade fenólica (taninos) e desenvolver também belas cores vermelho grená.

Ainda faltam os cabernets para colher segunda e terça, mais tardios e bem bonitos. Além disso tivemos um bom volume de colheita, ao menos uma vez !!!

Também começamos as “décuvages” [nota 3 : décuvage = retirar dos tanques/barricas] …. e estamos preparando o engarrafamento do Grand B 2015, em novembro. “vindima-2016_colombiere-1 vindima-2016_colombiere-2 vindima-2016_colombiere-3 vindima-2016_colombiere-4

 

Ouf!,… après 1 mois de vendanges, on arrive au bout de nos 16 parcelles et de nos 9 cépages. Ca n’a pas l’air comme ça mais c’est long et fatiguant. La qualité cette année est au top pour nous avec du soleil non stop, 20mm de pluie début septembre, des nuits très fraîches en septembre (9°C) et des journées chaudes (27°C) qui ont permis de garder le fruit et développer la maturité phénolique (tanins) et de belles couleurs rouges grenat. Il reste encore les cabernets à rentrer lundi et mardi, plus tardif et très beaux. On a en plus un beau volume de récolte pour une fois!!!
On commence les décuvages aussi… et on prépare la mise en bouteille du Grand B. 2015 en novembre.

Ampliando a oferta de cada produtor – por que?

Ampliando a oferta de cada produtor – por que?

Já na nossa segunda importação ampliamos a oferta de rótulos cobrindo grande parte do portfólio de quatro produtores de vinhos naturais franceses… Padié, Colombière, Sénéchalière e Milan….

Nesses dois anos de atividades da Garrafa Livre as relações com vários produtores passou do mero comércio para uma relação de amizade e de confiança mútua .

Aprofundando a relação pessoal com os vinhateiros implica , na nossa ótica , uma subsequente ampliação de portfólios e de volumes, indicando nosso comprometimento com o pequeno produtor e auxiliando na sua sustentabilidade.

Pessoas diferentes , vinhos diferentes, mas com uma intenção clara comum: fazer vinhos vivos, de forma sã para agricultor, vinificador e consumidor. Estudando continuamente solo , planta, clima, natureza em torno, processos de vinificação (fermentações e maturações), buscando a transparente união natural do homem e outros animais , das plantas e da Terra.

Para o consumidor/ bebedor final brasileiro, uma oferta mais ampla do portfólio de um pequeno produtor de vinhos naturais permite compreender muito melhor o trabalho do mesmo, as castas, as escolhas de vinificação e as sutilidades inerentes ao terroir (solo, clima, vegetais e animais, e homem). Poder navegar entre vinhos mais complexos e glu-glus, passando por garrafas com castas endêmicas é uma viagem de aromas e paladares que expande o entendimento geral e específico sobre vinhos naturais.

Padié: trazemos agora 6 de 8 vinhos, evoluindo dos 4 iniciais, trazendo os monovarietais Tourbillon de La Vie branco e tinto, respectivamente de Maccabeu e de Grenache Noir;

Colombière: trazemos agora 5 de 7 vinhos, evoluindo dos 3 iniciais, trazendo os brancos Jacquaires (Mauzac/Loin de l’oeil , Chenin/Sauvignon) e o surpreendente Le Grand B (da raríssima e exclusiva casta Bouysselet), trazendo a franqueza com frescor dos brancos do Fronton.

Sénéchalière: trazemos agora 4 de 5 vinhos, evoluindo dos 2 iniciais, com La Bohème e Folle Blanche, ampliando nossa aposta em vinhos brancos versáteis !

Milan, passamos de 3 rótulos para quatro, nos aproximando dos 7 vinhos que eles fazem em média por safra, trazendo o super Le Grand Blanc

O retorno positivo de nossos clientes nos estimula a continuar nosso caminho de abertura, democratização e desmistificação do vinho natural.

-Saúde à todos !

Degustações em Paris Novembro e Dezembro

Passada a colheita e as vinificações, as degustações recomeçam com tudo !

Num momento que lutamos para enviar o primeiro contêiner ao Brasil, já estamos olhando lá na frente… Novidades à proa !!!!!

Sábado 7 de Novembro na Cave des Papilles, encontraremos com o Théo Milan, na real real, almoçaremos juntos antes da degustação, para fazer uma degustação privada Garrafa Livre !!!

Domingo 8 de Novembro no Salão Marjolaine Bio, no meio de 550 expositores, encontraremos com o Fabien Boisard, do Domínio do Mortier…

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Na Segunda 9 de Novembro a vez da Biodyvin, onde encontraremos a Diane Cauvin da La Colombière, com quem já tomamos vários copos ontem no Sauvage :-) e conversamos bastante sobre o que está por vir, o que eles estão testando, o mercado na França, no Brasil… Encontraremos também com o Romain Paire dos Pothiers, que virá com seus vinhos de Gamay Saint-Romain – razão pela qual o Romain se chama Romain !!!

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E em Dezembro, tem o peniche dos Vignerons en Seine – claro que tem trocadilhos com múltiplas interpretações entre Seine o rio e Saine que é “são, saudável”, e a que gostamos mais é “en Saine” com Insaine de “insanos, malucos” :-))) Vai do gosto do freguês !!! e lá encontraremos o Jean-Philippe Padié, e novamente o Théo Milan e a Diane Cauvin !! Agitados amigos que não param de beber !!! E mais uma lista de outros vinhateiros que reencontraremos para provar seus vinhos e discutir possíveis parcerias !!!!

Vignerons en Seine

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Domaine La Colombière – Amor e generosidade extremos

Depois de um dia de estrada a mais de 30 graus, chegamos à La Colombière e fomos recebidos com um banho de piscina refrescante e um aperitivo regado a Colomboules, o espumante natural rosé, que nos conduziu pela história  do domínio , um grande encontro o da Diane e Philippe e duas reconversões, a dos pais da Diane quando, já com 45 anos, adquiriram o domínio e a do Philippe, advogado de uma grande empresa em Paris que virou vigneron.

20 hectares de vinhedo estruturado por parcelas de pequeno tamanho sobre solos diferentes. Que recebe um tratamento dependendo da casta, do solo, da inclinação e orientação, da disponibilidade de água. As bases biodinâmicas são aplicadas para cada casta, levando em conta sua idade e cada parcela de uma maneira minuciosa, as infusões são feitas com as ervas e matos que crescem na parcela, mais uma vez utilizando produtos locais. Philippe “escuta” o que cada casta precisa em relação ao terreno (solo, insolação e biodiversidade).

Philippe tem várias ideias para o seu vinhedo que vão sendo criadas desenvolvidas, implementadas e testadas proporcionalmente ao conhecimento do terroir, e das castas… Podemos esperar com certeza novidades vindas das novas parcelas de Chenin, de Bouysselet, etc…além da Negrette que é o carro chefe do domínio.

Já estou com saudades do tempo que passei na casa dos Cauvin !!!

06.07.15