Agora sim, os novos VINHOS da Garrafa Livre

Os NOVOS VINHOS são 27 novas referências ! 10 novas safras de vinhos que já importamos. seis novos produtores. Mantendo a qualidade de nossa seleção ampliamos o número de produtores, de regiões, de referências por produtor e reduzimos os volumes importados… 

Os SEIS novos vinhateiros, e os VINHOS que estão no navio chegando no Brasil de cada um deles:

Patrice Hugues-Béguet um vinhateiro jazzy “na playlist” ou “na fita”, dependendo da sua idade! 4 hectares no Jura, mais uma exclusividade da Garrafa. Pequena produção e  poucas pessoas o distribuem mas encontramos seus vinhos em Paris, Tokyo, NYC e em breve São Paulo! Um trabalho minucioso em tintos e brancos. Surpresa total.
– Ploussard 2016 – tinto
– So True 2016 – tinto
– Orange was the color of her dress 2016 – branco/laranja

Thierry Germain, reconhecido pela qualidade do trabalho, perfeição dos vinhos e pessoa de uma humanidade ímpar… Saumur-Champigny em grande estilo: fineza, complexidade, e presença ! Muitas coincidências da vida me fizeram encontrar Thierry Germain… um grande amigo tem uma propriedade familiar na frente do Domínio des Roches Neuves… de Thierry, e me apresentou aos seus vinhos há muito tempo, seleção feita antes da Garrafa Livre nascer !
– Les Roches 2016 – tinto
– L’Insolite 2016 – branco

Domínio Vallat d’Ezort, do Gard, uma descoberta nas Gargantas do Tarn, mais especificamente em Sainte-Enimie, pequeno e magnífico vilarejo ao norte dos Cévennes, num pequeno cavista com vinhos naturais da região…. à um calor de quase 40 graus… com amigos queridos, e há muito tempo… conhecemos alguns vinhos deste pequeno domínio em Sauvignargues feitos por Manuela e Frederic Martin…. trabalho de formiguinha recuperando vinhedos, ouvindo o que a terra, os tipos de uvas e as parcelas “falam”.
– Alegria Rouge 2016 – tinto
– Alegria Rosé 2016 – rosê
– Fantastica 2013 – tinto
– Estrella 2011 – tinto

Domínio Causse Marines… no Gaillac. Havia sido selecionado há mais de 3 anos… mas os caminhos da vida nos distanciaram e recentemente nos aproximaram! Queridos Patrice Lescarret e Virginie Maignien, uma explosão de felicidade ! Com seus trocadilhos , suas uvas autóctones, suas belezas interiores, os camundongos do site, e amigos, muitos amigos… uma propriedade linda e acolhedora e vinhos extremamente ricos em diversidade sem perderem a precisão … Ah Gaillac….
– Peyrouzelles 2016 – tinto
– Du Rat… de Paquerettes 2016 – tinto
– Zacmau 2015 – branco
– Greilles 2016 – branco
– Presqu’ambulles 2015 – espumante branco / PetNat

São Paulo, oops, Provença… Karina e Guillaume Lefèvre do Domínio de Sulauze, no sol da Provença, uma paulistana que faz vinho com um francês ! Vamos começar com o petnat (Petillant Naturel – espumante natural) … mas a parceria promete ! Muitas visões e amigos em comum. Um belo encontro, em casa de amigos, e indicado por muitos outros amigos.
– Super Modeste 2016 – espumante branco / PetNat

Champagne Laherte Frères…. “Champagne per brindare un incontro….” encontrar com Aurélien Laherte há quase três anos, considerado em 2017 como o 15o melhor produtor de Champagne no Guide des Meilleurs Vins de France – RVF “15ème meilleur domaine Champenois. Le domaine monte en puissance.” assegura que estamos no caminho certo. Passinho passinho sempre com muita qualidade.
– Extra Brut Ultradition – espumante branco
– Blanc des Blancs Nature – espumante branco
– Rosé de Meunier – espumante rosê

E nossos amigos vinhateiros já conhecidos, com belas novidades de cuvées e de safras….

Colombière
Vinum 2016 – tinto
Jacquaires 2016 – branco
Vin Gris 2016 – rosê
Jean-Philippe Padié
Calice 2016 – tinto
Fleur de Cailloux 2016 – branco
Le Pacha 2015 – tinto
Olivier Pithon
Cuvée Laïs Blanc 2015 – br
Cuvée Laïs Rouge 2015 – tto
P. Noir 2016 – tinto
P. Gris 2015 – branco
P. Blanc 2016 – branco
Riesling 2016 – branco
Gewurztraminer 2015 – branco

Pothiers
Réference 2016 – tinto
Domaine 2016 – tinto

Sénéchalière
La Bohème Large 2015 – branco
Folle Blanche 2016 – branco
Mortier
P’Tite Vadrouille 2016 – tinto
Pins 2015 – tinto
Dionysios 2015 – tinto

Estão no meio do Oceano Atlântico… em breve disponíveis no Brasil….

Onde estão localizados nossos vinhateiros?

Vários amigos pediram para fazermos um mapa com a localização na França dos nossos vinhateiros…

Outros nos falaram, “- Vocês nao tem nada do Vale do Loire?” e nossa resposta “Temos três bem diferentes: Pothiers, Mortier e Sénechalière, é um rio longo o Loire”

Outros ainda, “- Vocês trabalham apenas com vinhos do Sul?” e nossa resposta: “- Não, temos vinhos do Loire e da Alsácia também !!”

Aì vai…. daqui a pouco tempo teremos que adicionar mais uns pontinhos :-))))

Muito Equilibrio em Pfaffenheim, Alsácia

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Estava difícil de acertar uma agenda comum para passar uns dias com o Jean Ginglinger, e finalmente deu certo. Garrafa Livre na Alsácia !!!!

 

 

Equilíbrio da Natureza

Fizemos uma linda visita a várias parcelas dos 5.5 ha dos vinhedos de Jean Ginglinger, das quais 1/3 estão em terroirs Grand Crus… Bhil, “La Villa”, Steinert, Zinnkoepfle, “O Triangulo”, locais onde a natureza encontrou seu equilíbrio. No Brasil, e aqui na França também, o vinhedo de Jean-François seria chamado de “matagal”… sim, um matagal bem vivo e equilibrado, que permite à natureza se balanceie e se proteja. Desabafo meu: é lindo ver o solo vivo (contrastado com os solos de parcelas vizinhas, de outros produtores)… DSC00030Mesmo num ano em que o vinhedo de Pfaffenheim foi fortemente  atingido pelo fungo Mildiou, após uma estação chuvosa na época da floração, o vinhedo de Jean Ginglinger aguenta… sofreu bastante, mas aguenta…. Já prevemos rendimentos menores que levarão a menores volumes de vinho (teremos que reservar rapidamente a safra do ano que vem !), mas trarão uma melhor concentração… propiciando vinhos mais encorpados.

Transmissões e Libertação

Jean-François Ginglinger e seu pai trabalhando no vinhedo.

Passar vinte e quatro horas na casa de uma família de vinhateiros permite começar a entender a transmissão de valores, de conhecimento, e de autonomia no mundo do vinho. O pai do vinhateiro trabalhava em agricultura convencional até o meio dos anos 80 quando, depois de aplicações de novos “produtos químicos”, a mãe do vinhateiro caiu doente, com placas sobre a pele dos braços…. após a análise de sangue o médico chamou o casal para dar o prognóstico: “Ou sua esposa não vai mais trabalhar no vinhedo ou o senhor para de utilizar esses produtos químicos.”  Tudo mudou: pesquisa e implementação rápida de técnicas naturais para gerenciar o vinhedo, plantas, algas…. assim começou a transição. Jean-François, vizinho e amigo de Pierre Frick, é um dos expoentes da nova geração de vinhateiros da Alsácia, inspirado pelos grandes da região (Richter, Mayer, Frick, Schueller, Binner) e com formadores como os Bourguignon para os solos, Pierre Masson para a biodinâmica…. Mesmo com todas essas experiências à mão, Jean-François traçou e seguiu o seu caminho próprio, testes com agricultura biodinâmica em 1997, agricultura orgânica em 1999, certificação Demeter em 2001…  e a libertação: primeiro vinho sem sulfitos em 2003, saída da certificação Demeter em 2009, distanciamento das Apelações de Origem, lavra das melhores parcelas com cavalos em 2015, todos os vinhos sem sulfito em 2016… O futuro começa cedo na Alsácia, a família Ginglinger trabalha junta diariamente com muito afinco e dedicação, parte no vinhedo parte no escritório, parte na cave. Quando falo da família, digo Jean-François, sua esposa Hélène, seus dois filhos (16 e 18 anos), e seus pais….e a cadela Canela !:-) Os filhos já se direcionam cada um de sua maneira para o vinho, um mais no vinhedo e outro na cave e no comercial…

Na Cave

Provamos muita coisa: todos os vinhos que ainda estão nos tonéis de madeira antiga, Gewurztraminer, Riesling, Sylvaner, Pinot Blanc, Pinot Gris, Pinot Noir, Muscadet, vinho laranja de Gewurztraminer, Gewurztraminer oxidativo com infusão,corte parcelar de Riesling, Gewurztraminer Grand Cru, etc etc etc. “- Jean, porque você usa tonéis de madeira? ” , e a resposta direta e esclarecedora “- Eu gosto de trabalhar com tonéis de madeira antiga pois permitem ao vinho se desenvolver sem marcar o vinho, deixando as uvas se exprimirem. Tenho tanques de inox, e de cimento também, mas prefiro trabalhar com a madeira para guardar toda a sutilidade aromática e gustativa das uvas “.

Bom, é legal partilhar o que vivemos lá esta semana, isso explicará muito os super vinhos que levamos para o Brasil.

GSUNDHAIT !!! Fala-se Suntait e é o brinde de saúde em alsaciano.

Uma pérola na Alsácia

Jean-François Ginglinger

Ao fundo os primos Bruno Schueller (esq) e Jean-François Ginglinger (dir) descansam um pouco da degustação, hábito bem comum na França onde as degustações e salões são ritmados pelos produtores e não pela turba bebedoura…. não é comum encontrar pessoas em degustações enchendo a cara, normalmente, como o nome diz se vai degustar !

Voltando aos vinhateiros, ambos são destaques no meio dos produtores de vinhos naturais na Alsácia, os Ginglinger produzem vinhos desde 1610, época onde foi fundada São Luis, pelos também franceses , no atual Maranhão ! Uvas orgãnicas, depois biodinâmicas, vinho natural e finalmente sem sulfitos adicionados em alguns vinhos, trabalho do vinhedo com cavalos. Um processo de desenvolvimento extremamente delicado mas bem sucedido !  No pequeno e lindo vilarejo de Pfaffenheim, ao lado de Pierre Frick… Jean-François Ginglinger faz vinhos que por ser um pequeno vinhateiro, ficam escondidos… Nosso trabalho é encontrar esses pequenos-grandes vinhos, longe das marcas, perto da qualidade….

Para explorar e conhecer os vinhos da Alsácia precisa-se de algumas informações básicas de início:

AOC Apelação de Origem Controlada – todo o vinhedo da Alsácia esta dentro da AOC Alsace ou da AOC Alsace Grand Cru, tem normalmente o nome da casta da uva, possuem as garrafas alongadas típicas da região, são servidos frescos mas jamais gelados, a 8-10 graus Centígrados.

Castas – sete são as castas representativas da região Sylvaner (originária da Áustria), Pinot Blanc (prima da Chardonnay e meia-irmã da Auxerrois), Riesling, Muscat, Pinot Gris (antigamente conhecida como Tokaj), Gewurztraminer( a Traminer aromática) e Pinot Noir (única uva tinta autorizada na Alsácia).

Ginglinger vinhos

Do Jean Ginglinger trouxemos quatro vinhos bem representativos dessas castas: Pinot Noir, Pinot Blanc, Pinot Gris e Gewurztraminer. É esperar um pouquinho só para bebê-los !!!

Pinot Noir

Ginglinger_PinotNoir_2Vinho Tinto
Apelação Vin d’Alsace
Castas 100% Pinot noir
Solo Calcario-argiloso, esposição leste

Vinificação Maceração dos cachos inteiros por 4 semanas seguido de prensagem e transferência para tonel
Maturação 6 meses sobre “lies” (enzimas e leveduras mortas)

Degustação Bela coloração franca violácea. Um nariz delicado que traz cerejas “griotte” e framboesas levemente tostado. Descobrimos um vinho fino, profundo e frutado, longo sem ser pesado, com uma bela matéria de taninos sedosos que acompanha a cereja “griotte”.
Harmonização Servir à temperatura ambiente acompanhando coelho ao bacon, presuntos de qualidade ou carnes caça de pequeno porte, lembrando sempre que os sabores defumados vão super bem com ele.
Potencial de guarda 5-7 anos

vinhos, vigneron

Pinot Blanc

Ginglinger_Pinot Blanc_2Vinho Branco
Apelação Vin d’Alsace
Castas Pinot blanc
Solo Calcario-argiloso, esposição leste

Vinificação Prensagem, leve “déboubage” (retirada de matérias em suspensão), leveduras autóctones
Maturação 6 meses em tonel de carvalho

Degustação Um vinho com aromas de peras, de flores brancas que evolui sobre notas de temperos como gengibre. Amplo e redondo, uma leve presença de bolhas vem equilibrar e trazer frescor à boca que terminara sobre um belo e delicado amarguinho.
Harmonização Consumir com peixes grelhados, saladas levemente temperadas com pickles ou em versão aperitivo com pão de queijo (“les pains de fromage brésiliens”)
Potencial de guarda 3 à 5 anos

vinhos, vigneron