Orange was the color of her dress

Vinho Branco (laranja)
Apelação AOP Arbois
Castas 100% Savagnin
Solo  Por parcelas: « Champ Fort » margas azuis e brancas do Lias (Jurássico Inferior) e « les saules » Bajocien (Jurássico Mesozoico) em muros de pedra em Mesnay, « Côte de Feule » margas azuis, vermelhas e cinzas em Pupillin. Exposição noroeste e pleno sul.

Vinificação Vinhas com idade media de 40 anos. Colheita manual em caixas de 20kg, Prensagem lenta 1:30 h em prensa manual, tradicional – possível apenas em pequenas quantidades.. Fermentação de 6 semanas com leveduras autóctones em tanques e em tonel (25%). Fermentação malo-láctica realizada.
Maturação 9 meses em tonéis de carvalho , 90% antigos. Sem filtração nem colagem. ZERO SO2.

Degustação 100% Savagnin ouillé, onde a metade foi macerada 8 meses em tonel que chamamos vinho laranja. Cor amarelo turvo, apesar do nome e do processo. Aromas de abrunho selvagem – ameixinha europeia. Paladar muito complexo apresentando o amargo, o ácido, o salgado, o doce e até o umami. Finaliza com uma longa presença na boca, uma mineralidade, cítricos uma salinidade e um pouco de amadeirado.
Harmonização Refeição gastronômica complexa e trabalhada, queijos Comté jovens e envelhecidos.
Potencial de guarda 10 anos

vinhos, vigneron

So True

Vinho Tinto
Apelação AOP Arbois
Castas 100% Trousseau
Solo  Bajocien em Arbois (les Corvées) e Mesnay (Les Saules), margas azuis e cinzas em Pupillin (Cote de Feule). Orientação pleno sul.

Vinificação Vinhas com idade media de 30 anos. Colheita manual em caixas de 20kg, desengarçadas, fermentação com leveduras autoctones em meio-tonel e em barricas de carvalho novas. Fermentação malo-láctica realizada. Prensa manual, tradicional – possível apenas em pequenas quantidades.
Maturação 8 meses em meio-tonel e em barricas de carvalho metade novas metade antigas. Sem filtração nem colagem. Uma soutirage. ZERO SO2.

Degustação Vinho amadeirado, floral frutado, com especiarias, menos acido e mais redondo que o ploussard, pela fermentação em barrica e pela uva trousseau.
Harmonização Vinho de refeição gastronômica, queijos Comté envelhecidos.
Potencial de guarda 10 anos

vinhos, vigneron

Ploussard

 Vinho Tinto
Apelação AOP Arbois
Castas 100% Ploussard
Solo  Margas vermelhas e terra de gryphées (argilas sobre margas cinzas) em Pupillin e uma pequena parcela de margas azuis e brancas em Mesnay. Exposição norte e oeste.

Vinificação Colheita manual em caixas de 20kg, desengarçadas, fermentação com leveduras autoctones em tanque de aço por 2 semanas. Fermentação malo-láctica realizada. Prensa manual, tradicional – possível apenas em pequenas quantidades.
Maturação 8 meses em tanques de aço. Sem filtração nem colagem. ZERO SO2.

Degustação Com frutas mais e mais explosivas. Aroma de frutas passas e defumado. Paladar de pimentas negras e cinzas, sem taninos, super frutado.
Harmonização Refeição gastronômica, queijos Comté jovens.
Potencial de guarda 10 anos

vinhos, vigneron

Agora sim, os novos VINHOS da Garrafa Livre

Os NOVOS VINHOS são 27 novas referências ! 10 novas safras de vinhos que já importamos. seis novos produtores. Mantendo a qualidade de nossa seleção ampliamos o número de produtores, de regiões, de referências por produtor e reduzimos os volumes importados… 

Os SEIS novos vinhateiros, e os VINHOS que estão no navio chegando no Brasil de cada um deles:

Patrice Hugues-Béguet um vinhateiro jazzy “na playlist” ou “na fita”, dependendo da sua idade! 4 hectares no Jura, mais uma exclusividade da Garrafa. Pequena produção e  poucas pessoas o distribuem mas encontramos seus vinhos em Paris, Tokyo, NYC e em breve São Paulo! Um trabalho minucioso em tintos e brancos. Surpresa total.
– Ploussard 2016 – tinto
– So True 2016 – tinto
– Orange was the color of her dress 2016 – branco/laranja

Thierry Germain, reconhecido pela qualidade do trabalho, perfeição dos vinhos e pessoa de uma humanidade ímpar… Saumur-Champigny em grande estilo: fineza, complexidade, e presença ! Muitas coincidências da vida me fizeram encontrar Thierry Germain… um grande amigo tem uma propriedade familiar na frente do Domínio des Roches Neuves… de Thierry, e me apresentou aos seus vinhos há muito tempo, seleção feita antes da Garrafa Livre nascer !
– Les Roches 2016 – tinto
– L’Insolite 2016 – branco

Domínio Vallat d’Ezort, do Gard, uma descoberta nas Gargantas do Tarn, mais especificamente em Sainte-Enimie, pequeno e magnífico vilarejo ao norte dos Cévennes, num pequeno cavista com vinhos naturais da região…. à um calor de quase 40 graus… com amigos queridos, e há muito tempo… conhecemos alguns vinhos deste pequeno domínio em Sauvignargues feitos por Manuela e Frederic Martin…. trabalho de formiguinha recuperando vinhedos, ouvindo o que a terra, os tipos de uvas e as parcelas “falam”.
– Alegria Rouge 2016 – tinto
– Alegria Rosé 2016 – rosê
– Fantastica 2013 – tinto
– Estrella 2011 – tinto

Domínio Causse Marines… no Gaillac. Havia sido selecionado há mais de 3 anos… mas os caminhos da vida nos distanciaram e recentemente nos aproximaram! Queridos Patrice Lescarret e Virginie Maignien, uma explosão de felicidade ! Com seus trocadilhos , suas uvas autóctones, suas belezas interiores, os camundongos do site, e amigos, muitos amigos… uma propriedade linda e acolhedora e vinhos extremamente ricos em diversidade sem perderem a precisão … Ah Gaillac….
– Peyrouzelles 2016 – tinto
– Du Rat… de Paquerettes 2016 – tinto
– Zacmau 2015 – branco
– Greilles 2016 – branco
– Presqu’ambulles 2015 – espumante branco / PetNat

São Paulo, oops, Provença… Karina e Guillaume Lefèvre do Domínio de Sulauze, no sol da Provença, uma paulistana que faz vinho com um francês ! Vamos começar com o petnat (Petillant Naturel – espumante natural) … mas a parceria promete ! Muitas visões e amigos em comum. Um belo encontro, em casa de amigos, e indicado por muitos outros amigos.
– Super Modeste 2016 – espumante branco / PetNat

Champagne Laherte Frères…. “Champagne per brindare un incontro….” encontrar com Aurélien Laherte há quase três anos, considerado em 2017 como o 15o melhor produtor de Champagne no Guide des Meilleurs Vins de France – RVF “15ème meilleur domaine Champenois. Le domaine monte en puissance.” assegura que estamos no caminho certo. Passinho passinho sempre com muita qualidade.
– Extra Brut Ultradition – espumante branco
– Blanc des Blancs Nature – espumante branco
– Rosé de Meunier – espumante rosê

E nossos amigos vinhateiros já conhecidos, com belas novidades de cuvées e de safras….

Colombière
Vinum 2016 – tinto
Jacquaires 2016 – branco
Vin Gris 2016 – rosê
Jean-Philippe Padié
Calice 2016 – tinto
Fleur de Cailloux 2016 – branco
Le Pacha 2015 – tinto
Olivier Pithon
Cuvée Laïs Blanc 2015 – br
Cuvée Laïs Rouge 2015 – tto
P. Noir 2016 – tinto
P. Gris 2015 – branco
P. Blanc 2016 – branco
Riesling 2016 – branco
Gewurztraminer 2015 – branco

Pothiers
Réference 2016 – tinto
Domaine 2016 – tinto

Sénéchalière
La Bohème Large 2015 – branco
Folle Blanche 2016 – branco
Mortier
P’Tite Vadrouille 2016 – tinto
Pins 2015 – tinto
Dionysios 2015 – tinto

Estão no meio do Oceano Atlântico… em breve disponíveis no Brasil….

Andando pela França

Andando pela França – Navegar é preciso viver não é preciso….

neste mês passamos pela Champagne, pelo Jura, pelo Vale do Loire no Angevin (perto de Angers) e na Touraine (perto de Tours) e pelo Roussillon (a Catalunha Norte)…

A Champagne é uma das regiões mais industriais do universo vitícola francês. Somente para ter uma idéia: há um rumor forte que o total de litros de champagne produzida não confere com a extensão do vinhedo, havendo muito mais garrafas de champanhe produzidas do que uvas para enchê-las…. a discussão é sem fim pois envolve grandes grupos, seguradoras, ações, Hungria, etc… Tudo isso para dizer como é mais delicada a busca de um bom Champanhe natural. Os pequenos produtores estão crescendo, mais e mais vinhateiros em conversão para a agricultura orgânica que ainda resta marginal na região … E na vinificação a distância é ainda maior…. natural é a raridade !

 

 

 

 

No Jura a situação é a inversa à Champagne, mais de 20% do vinhedo em agricultura orgânica certificada… Jorat, na Suíça e Jura na França… a mesma região e quase a mesma fonética …. muitos pequenos produtores, grande tradição de vinhos limpos e naturais. Pequenas parcelas, em meio a florestas, riachos e vilarejos de sonho… Já os vinhos, que caíram nas graças estadunidenses e assim de outros países, tem uma grande variedade de terroirs, com vinhos de qualidade e castas locais. O desafio é encontrar um legal, desconhecido, de qualidade excepcional, à preços que consigamos trabalhar no Brasil, pequeno produtor, com forte empatia, altas qualidades humanas, valores comuns, etc etc…

No Vale do Loire, …. o rio Loire e seus afluentes ditam as regras, amenizando o clima, e enriquecendo os variados solos beirando os quase 1000 km de extensão do Rio Loire, do centro da França até o Oceano Atlantico, criando a maior região vinícola da França. Os inúmeros micro-climas e as diversas castas de uvas utilizadas montam um quebra-cabeça gustativo que favorece o desenvolvimento de pequenos vinhateiros criando vinhos digestos e vivos. Serpentear os meandros do Rio Loire parando para um pique-nique, para um restaurante, para uma visita a um castelo ou a um vinhateiro, para um encontro com amigos ou mesmo para uma volta de bicicleta, são experiências humanas ricas e únicas.

E no Roussillon (a Catalunha Norte)…. sol de 46 graus, mar, montanha, ouvindo e entendendo um pouco de catalão, busca do equilíbrio nos vinhos…. Região pequena e pouco conhecida, que esconde grandes vinhateiros e grandes vinhos…. Beirando a Catalunha Sul (a espanhola) características dos vinhos atravessam a fronteira nos dois sentidos criando uma região compita variedade de terroirs e de micro-climas e com isso propiciando belas descobertas…
<<Você já foi à Catalunha, nêga?
Não?
Então vá!
Quem vai ao “Canigou”, minha nêga,
Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve,
Muita sorte tem,
Muita sorte terá>>
parodiando Dorival….