Destaque de Novembro 2018 – Calice 2016 – Jean-Philippe Padié – Vinho Natural

Destaque de Novembro 2018 – Calice 2016 – Jean-Philippe Padié

Tomar o Calice, ao sol é algo ímpar…. ter amigos queridos para partilhar o momento… em cada gole se transportar para as colinas pedregosas de Calce, andar no meio dos alecrins, dos tomilhos , de raras lavandas, das rúculas selvagens, das amendoeiras selvagens, das figueiras selvagens….

Olhando para o Mar Mediterrâneo e para os Pirineus…. os xistos que podem deixar a já indomável uva Carignan pesada e muito forte, neste caso entram em harmonia….

Com um toque de Mourvèdre em 2016, pois como foi um ano muito muito seco, o Jean-Philippe Padié não tinha uvas Carignan suficientes para fazer a cuvée….

um vinho surpreendente….

 

Le Pacha

 Vinho Tinto
Apelação Vin de France
Castas 100% Carignan Noir
Solo  75% Argilo-Calcário, 25% Xistos

Vinificação Uvas colhidas à mão pelos anciãos do vilarejo. Um motivo para se respeitar ainda mais este vinho. 15 dias de maceração dos cachos inteiros, em infusão, em tanque de 2700 litros. Fermentações em  leveduras autóctones. Sem termo-regulação. Prensagem pneumática suave. Finalizados os açúcares e malo-láctica na fase líquida.
Maturação 11 meses em barricas de carvalho antigas. Filtração leve em placas de celulose.

Degustação Com este vinho, os “velhos carignans” de Calce se exprimem todos em fruta, com aromas de amoras, mirtilos e ameixas bem marcados. Sem nunca se tornar pesado. A boca é suave, com taninos particularmente delicados. O final é mais selvagem, prolongado por notas de cacau fresco. Um equilíbrio perfeito!

Harmonização Vinho de refeição, acompanha bem carnes vermelhas, grelhados, mas também pratos de inverno bem cozidos e condimentados.

Potencial de guarda 10 anos

vinhos, vigneron

Fleur de Cailloux

Vinho Branco
Apelação Vin de France
Castas 50% Grenache Blanc, 40% Maccabeu, 10% Grenache Gris
Solo  70% Argilo-Calcário, 20% Margas calcárias, 10% Xistos

Vinificação Uvas colhidas à mão. Prensagem pneumática direta, leve desengarçamento a frio. Fermentações em populações de leveduras autóctones. As Grenaches fermentam em barricas antigas de 300 e 600 litros, o Maccabeu em tanques de concreto. Fermentação malo-láctica feita.
Maturação 8 meses. Filtração por meio de placas de papel.

Degustação Mineral e fresco. Perfumes de cítricos e de frutas brancas.
Harmonização Vinho versátil, surpreendente e muito agradável, que pode ser servido em todos os momentos da refeição (e em todas as refeições, grandes e pequenas ocasiões, em todos os dias do ano…) Aperitivo, frutos do mar, queijos, peixes crus ou grelhados, carnes brancas.
Potencial de guarda 15 anos, bebi um 2003 fenomenal !!!

vinhos, vigneron

Agora sim, os novos VINHOS da Garrafa Livre

Os NOVOS VINHOS são 27 novas referências ! 10 novas safras de vinhos que já importamos. seis novos produtores. Mantendo a qualidade de nossa seleção ampliamos o número de produtores, de regiões, de referências por produtor e reduzimos os volumes importados… 

Os SEIS novos vinhateiros, e os VINHOS que estão no navio chegando no Brasil de cada um deles:

Patrice Hugues-Béguet um vinhateiro jazzy “na playlist” ou “na fita”, dependendo da sua idade! 4 hectares no Jura, mais uma exclusividade da Garrafa. Pequena produção e  poucas pessoas o distribuem mas encontramos seus vinhos em Paris, Tokyo, NYC e em breve São Paulo! Um trabalho minucioso em tintos e brancos. Surpresa total.
– Ploussard 2016 – tinto
– So True 2016 – tinto
– Orange was the color of her dress 2016 – branco/laranja

Thierry Germain, reconhecido pela qualidade do trabalho, perfeição dos vinhos e pessoa de uma humanidade ímpar… Saumur-Champigny em grande estilo: fineza, complexidade, e presença ! Muitas coincidências da vida me fizeram encontrar Thierry Germain… um grande amigo tem uma propriedade familiar na frente do Domínio des Roches Neuves… de Thierry, e me apresentou aos seus vinhos há muito tempo, seleção feita antes da Garrafa Livre nascer !
– Les Roches 2016 – tinto
– L’Insolite 2016 – branco

Domínio Vallat d’Ezort, do Gard, uma descoberta nas Gargantas do Tarn, mais especificamente em Sainte-Enimie, pequeno e magnífico vilarejo ao norte dos Cévennes, num pequeno cavista com vinhos naturais da região…. à um calor de quase 40 graus… com amigos queridos, e há muito tempo… conhecemos alguns vinhos deste pequeno domínio em Sauvignargues feitos por Manuela e Frederic Martin…. trabalho de formiguinha recuperando vinhedos, ouvindo o que a terra, os tipos de uvas e as parcelas “falam”.
– Alegria Rouge 2016 – tinto
– Alegria Rosé 2016 – rosê
– Fantastica 2013 – tinto
– Estrella 2011 – tinto

Domínio Causse Marines… no Gaillac. Havia sido selecionado há mais de 3 anos… mas os caminhos da vida nos distanciaram e recentemente nos aproximaram! Queridos Patrice Lescarret e Virginie Maignien, uma explosão de felicidade ! Com seus trocadilhos , suas uvas autóctones, suas belezas interiores, os camundongos do site, e amigos, muitos amigos… uma propriedade linda e acolhedora e vinhos extremamente ricos em diversidade sem perderem a precisão … Ah Gaillac….
– Peyrouzelles 2016 – tinto
– Du Rat… de Paquerettes 2016 – tinto
– Zacmau 2015 – branco
– Greilles 2016 – branco
– Presqu’ambulles 2015 – espumante branco / PetNat

São Paulo, oops, Provença… Karina e Guillaume Lefèvre do Domínio de Sulauze, no sol da Provença, uma paulistana que faz vinho com um francês ! Vamos começar com o petnat (Petillant Naturel – espumante natural) … mas a parceria promete ! Muitas visões e amigos em comum. Um belo encontro, em casa de amigos, e indicado por muitos outros amigos.
– Super Modeste 2016 – espumante branco / PetNat

Champagne Laherte Frères…. “Champagne per brindare un incontro….” encontrar com Aurélien Laherte há quase três anos, considerado em 2017 como o 15o melhor produtor de Champagne no Guide des Meilleurs Vins de France – RVF “15ème meilleur domaine Champenois. Le domaine monte en puissance.” assegura que estamos no caminho certo. Passinho passinho sempre com muita qualidade.
– Extra Brut Ultradition – espumante branco
– Blanc des Blancs Nature – espumante branco
– Rosé de Meunier – espumante rosê

E nossos amigos vinhateiros já conhecidos, com belas novidades de cuvées e de safras….

Colombière
Vinum 2016 – tinto
Jacquaires 2016 – branco
Vin Gris 2016 – rosê
Jean-Philippe Padié
Calice 2016 – tinto
Fleur de Cailloux 2016 – branco
Le Pacha 2015 – tinto
Olivier Pithon
Cuvée Laïs Blanc 2015 – br
Cuvée Laïs Rouge 2015 – tto
P. Noir 2016 – tinto
P. Gris 2015 – branco
P. Blanc 2016 – branco
Riesling 2016 – branco
Gewurztraminer 2015 – branco

Pothiers
Réference 2016 – tinto
Domaine 2016 – tinto

Sénéchalière
La Bohème Large 2015 – branco
Folle Blanche 2016 – branco
Mortier
P’Tite Vadrouille 2016 – tinto
Pins 2015 – tinto
Dionysios 2015 – tinto

Estão no meio do Oceano Atlântico… em breve disponíveis no Brasil….

A Vindima 2017 terminou no Calce

Foram-se as colheitas / vindimas de 2017, e eu participei de três vinhateiros Face B (Géraldine e Séverin Barioz), Jean-Philippe Padié e Olivier Pithon, todos em Calce.

Primeiro foi o Muscat que atinge os 11 graus alcoólicos mais rápido que as outras uvas da região do Calce, para se fazer um vinho mais fino que os Muscats de Rivesaltes e da região, se colhe um pouco menos madura guardando com isso uma bela tensão e boa estrutura de açúcares. Depois foram os vinhos de entrada do Olivier Pithon: Ptit Pithon, que tem as uvas orgânicas fornecidas pelo Fernan, um senhor catalão muito simpático (para mim e comigo;-)) que produz uvas orgânicas, e apenas para o Olivier Pithon faz a colheita manual…. eu levei para a cantina várias toneladas de uvas Maccabeu e Grenache Noir…. Depois rolou intensamente e em paralelo Padié e Pithon… Maccabeu, Syrah, Grenache Blanc e Gris, Vermentino, Grenache Noir e Carignan para finalizar…

Foram 4 semanas trabalhando das 6:30 as 15:30 colhendo uvas, transportando baldes de uvas, guiando o caminhão com toneladas de uva do campo para a cantina, enchendo a prensa de 2ton , esvaziando a prensa, colocando uvas tintas nos tanques de concreto para macerar, desengarçando uvas tintas, fazendo decuvage dos tintos, provando todos os sucos é claro, discutindo analises e vinificações com o Olivier…. animaaaalllll mas é muito físico, o sol castiga apesar de que o amanhecer com o sol raiando no Mediterrâneo todos os dias é uma dádiva !!!!

Quanto à safra 2017, lindas parreiras sãs e bem carregadas de uvas sem problemas no geral, uma colheita melhor, muito melhor que a do ano passado, e qualitativamente também….
De uma maturidade precisa guardando uma bela acidez de fundo, promete !

Um caso à parte é o ambiente e a energia dos colhedores (vendangers) espanhóis, ingleses, italianos, catalães, franceses e franco-brasileiros em ação…. parece a Torre de Babel, falamos inglês, francês, italiano, espanhol tudo ao mesmo tempo….

Duas belas festas: 1) do vilarejo de Calce sábado 26/08, onde o prefeito Bruno Vaillant deixou claro que “Calce é Calce graças aos vinhateiros que estão instalados aqui”, depois um aperitivo oferecido pela prefeitura com vinhos de Matassa, Gauby, Padié, Pithon, La Nouvelle Dona, Domaine de l’Horizon etc … e depois, para nós os colhedores do Pithon e Padié fizemos a várias mãos no meu terraço: uma paella vegetariana/vegana, tortillas veganas e convencionais, cuscuz paulista vegano, tiramissu vegano, queijos, salada…. e vinho, muito vinho oferecido pelos vignerons… Tinha pouca água… Cada um trouxe algo de suas origens, que bela partilha !!!

 

e 2) de fim das colheitas 2017 Padié-Pithon sexta 1/09 colhemos uvas pela manhã em parcelas lindíssimas…. quando terminamos todos se abraçavam, emocionados que tínhamos terminado, vamos embora, muitas emoções. entramos nos caminhões e fomos buzinando pelas estracinhas rurais de Calce… musica no talo… chegamos à cantina e descemos dos caminhões dançando… lindo lindo…. depois fomos tomar um banho rápido para voltarmos para o almoço de final de colheita: mariscos e navalhas na plancha, burratas com tomates, e uma super paella vegana para 30 pessoas (feita por mim com ajuda:-))…., depois queijos e mais queijos…. e é claro que o Jean-Philippe Padié e o Olivier Pithon garantiram os vinhos…. :-) foi marcante ! lindo…

Merci Jean-Philippe Padié, Olivier Pithon, FaceB e todos os amigos que fizemos nesse longo, duro e lindo mês.

DESTAQUE do MÊS – Junho17 – Tourbillon de La Vie Tinto 2015

DESTAQUE do MÊS – Junho 17

Neste inverno, vinhos tintos de personalidade e sem produtos químicos adicionados, é claro !
Começamos por um vinho fácil de beber: Tourbillon de La Vie Tinto 2015, da região do Roussillon, a Catalunha Francesa, um vinho que acompanha bem o friozinho brasileiro.Vai bem tanto no aperitivo quanto nas refeições, o que propomos é um belo queijos e vinhos com queijos artesanais brasileiros e um vinhinho francês para mostrar que os queijos brasileiros tem ótima qualidade. Queijos de leite cru, pede vinhos naturais, sem maquilagens !100% Grenache, a uva é originária da Catalunha, exatamente a região onde o vinhateiro se localiza, ao lado de Perpignan. Existe uma fama desta uva produzir vinhos tintos potentes, com cores fortes e generosos…. mas, quando temos um vinhateiro preocupado com os detalhes e a delicadeza, essas características tornam-se belas alavancas para o trabalho do homem, Jean-Philippe Padié é o nome dele. Outro detalhe, é que este vinho, como todo nosso portfólio, é vegano, não tendo sido utilizados produtos de origem animal para a colagem do vinho (sedimentação de partículas em suspensão), exatamente como toda nossa seleção.Este vinho acompanha desde aperitivos, queijos de personalidade, jamón serrano e prosciutto, passando por frutos do mar à la plancha, carnes na brasa e toda a culinária da Catalunha.

Sendo mais direto: Gluglu, 1001 utilidades, para cama, mesa e banho

Aconteceu no Domaine Padié em Abril 2017

Viver na França e poder visitar frequentemente os vinhateiros com os quais trabalhamos, nos permite aprender, aprender, aprender…. e na sequencia: compartilhar, compartilhar compartilhar….  dez dias junto com Jean-Philippe Padié e sua equipe no Calce e fizemos muita coisa:

Provas de amostras da nova safra: Tdv rg 2016 e Tdv Blanc 2016, Pacha 2015, Pacha 2016, Calice 2016, Petit Taureau 2016, Fleur de Cailloux 2016, Gibraltar 2016 – tudo mais vivo, mais Tchans, frescos e finos…. como o ano passado foi muito seco… concentrou o suco !!!

Assemblage Tourbillon de la Vie Rouge 2016 , mais redondo e mais delicado que o ano precedente, o TDV RG 2016, começa a revelar as marcas de seu criador, o Jean-Philippe Padié , delicadeza, aromas mais complexos, presença de notas de frutas tanto no aroma quanto no paladar, sem deixar de ser o vinho de entrada simples de se beber…. está quase pronto. Trabalhar com parte das uvas em cachos inteiros traz uma melhor estrutura acidez – complexidade no vinho.

Assemblage Tourbillon de la Vie Blanc 2016 , sabendo que 2016 foi um ano muito seco, o resultado na última amostra é muito mais aromático que o 2015 mas guardando a base e a estrutura do TDV BL. Podemos sentir aromas mais florais e mais marinhos, na boca um turbilhão como sempre… Vamos ver como ele chegará na garrafa.

Resultados das Análises pré-engarrafamento – passamos horas, eu e Jean-Philippe Padié, discutindo e comparando os resultados das análises químicas dos vinhos deste ano, seguindo as suas evoluções, entendendo as relações do clima e do solo no vinho e o nível de estabilização de cada um deles. Acidez volátil, pH, SO2 total e livre, ácido málico, ácido tartárico, turbidez, grau alcoólico, CO2, estabilidade, nuance, etc…. Fica aqui meu agradecimento ao meus professores de química do ITA, Prof Dr. Marco Cecchini e Prof Dr. Carl Hermann Weis, que me abriram as portas químicas de entendimento deste mundo.

Colagem manual dos rótulos do novo vinho Le Pacha 2015, com uma máquina toda feita em madeira…um processo bem artesanal para um vinho artesanal também.

Acompanhamento dos trabalhos nas vinhas, dos jardins, a garriga (vegetação em torno do Mediterrâneo) é super rica, com baixa umidade mas grande diversidade….

 

Onde estão localizados nossos vinhateiros?

Vários amigos pediram para fazermos um mapa com a localização na França dos nossos vinhateiros…

Outros nos falaram, “- Vocês nao tem nada do Vale do Loire?” e nossa resposta “Temos três bem diferentes: Pothiers, Mortier e Sénechalière, é um rio longo o Loire”

Outros ainda, “- Vocês trabalham apenas com vinhos do Sul?” e nossa resposta: “- Não, temos vinhos do Loire e da Alsácia também !!”

Aì vai…. daqui a pouco tempo teremos que adicionar mais uns pontinhos :-))))

Transvazes e provas no Calce 2017

Transvazes e Provas 2017

img_6746Um momento importantíssimo no nascimento do vinho é quando os últimos movimentos de líquidos na cantina se dão.

Consolidando volumes de diferentes reservatórios, não levando as lias (leveduras mortas) que são muito amargas e também podem turvar o vinho; e migrando para reservatórios sem tártaro, protegendo também o vinho para que afine e termine seu processo de maturação bem.

Higiene máxima na cantina, limpando todos os equipamentos a cada operação, tomando cuidado para evitar contaminações.

dsc_2501Tudo isso parece muito cirúrgico, mas ao som de Neil Young os movimentos de Jean-Philippe tornam-se passos de dança, as imagens transcendem a realidade, ficção científica, Lost in Space, Deep-Space-9,….
“Perigo, perigo…. Onde está o Dr. Smith ???” img_6754

Ao mesmo tempo , as provas dos vinhos acontecem. As barricas com novas experiências, com novas cuvées, parcelares, castas diferentes, tudo muito intenso e emocionante/emocionado.

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img_6697 Momento também onde um vinhateiro prova os vinhos do outro, no caso Olivier Pithon provando os vinhos de Jean-Philippe Padié.

 

 

 

E abaixo, Jean-Philippe Padié com seus tintos e brancos ! A má notícia é que este ano não teremos Milouise 2016, como vocês acompanharam na vindima, não tivemos uvas o suficiente para seu vinho top.

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Poda 2017 no Calce, minuciosa e integrada

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Retornar ao Calce no inverno amplia a compreensão dos vinhos do Jean-Philippe Padié e do Olivier Pithon. As vinhas e as pessoas parecem descansar, preparando-se para um novo ano. As vinhas não sabem o que é um ano, elas vivem o momento presente. Vivendo o presente, o futuro está garantido. Um bom inverno garante um belo desenvolvimento da planta, das flores e isso tudo cumula nas uvas, e garante um começo ótimo para os vinhos.

dsc_2542Entre o Bonsai, eu diria Fukinagashis – estilo mais deitado que imita plantas inclinadas pelo vento perto do mar e em montanhas, fora de um vaso mas buscando a essência de uma grande planta, e o Ikebana enxergando as flores depois da floração, o trabalho de poda de Jean-Philippe Padié é artesanal. Cada casta numa época definida e de uma maneira diferente dependendo das necessidades da casta e do terroir onde ela se encontra. A sintonia entre Jean-Philippe e seu mestre de cultura o Christian é inacreditável. Ambos entendem da mesma forma as plantas e fazem as podas com o mesmo cuidado e perícia. Acontece de um deixar um ramo para o outro podar (que não está naquele dia) mas quando Christian chega, ele sabe o que fazer, exatamente o que Jean-Philippe pensou. Um trabalho que não se mede em tempo decorrido, nem em quantidade de hectares podados, e sim pela beleza, pelo equilíbrio e pela força que as plantas terão.

img_6678Podamos as vinhas Syrah em gobelet : pequena arvorezinha em torno de um polo onde serão amarrados os ramos como um balão de São João. Sendo a arvorezinha o equivalente à mecha do balão. Guardando com isso o arejamento e a iluminação solar.

Na poda é fundamental considerar cada planta como um ser único, entender seu desenvolvimento nos anos passados, fazer a limpeza das partes secas e direcionar os futuros brotos e ramos para melhor compor o equilíbrio em torno do polo. Cortes perpendiculares e diretos, um pouco abaixo dos nós, garantem a cicatrizarão e que os brotos nasçam e cresçam bem.

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